Escrever a vida
Gosto de pensar que a escrita existe menos para os contratos e relatórios — para as utilidades do dia —, e mais porque não há um retrato ou registro material do que vivemos por dentro, tudo o que guardamos em nosso universo particular. A vida que elaboramos por meio da escrita é um meio de preservar, de fazer chegar aos outros, aquilo que faria do mundo um lugar um pouco mais triste se esquecêssemos. A ideia de escrever a vida, salvando pessoas, encontros, lugares, momentos, segredos e enganos é criar memórias e percepções capazes de perdurar.
Memória, biografia, autoficção, diário, cartas. Essa será uma oficina voltada para os textos do “eu”, mas também para as vidas das outras pessoas, para o tempo e aquilo que acreditamos valer a pena preservar. Neste módulo, vamos mergulhar no império das emoções, numa tentativa de compreender como os sentimentos podem tocar tanto o conteúdo do texto como a forma como o escrevemos. Da tristeza à alegria, da indiferença à paixão, estes serão alguns de nossos caminhos.
Plano de trabalho:
- 16 encontros via zoom (participantes recebem um link) para o encontro com 1h30 de duração. Os encontros são gravados e enviados para quem não puder comparecer.
- Conceitos técnicos, produção textual quinzenal abordada completamente no encontro.
- Leitura e debate sobre os textos dos participantes
Encontros teóricos: no império das emoções
— A tristeza
— A alegria
— O ódio
— O amor
— A indiferença
— A benevolência
Cada encontro de teoria é intercalado com um de leitura das produções textuais dos participantes.
