Gosto de pensar que a escrita existe menos para os contratos e relatórios — para as utilidades do dia —, e mais porque não há um retrato ou registro material do que vivemos por dentro, tudo o que guardamos em nosso universo particular. A vida que elaboramos por meio da escrita é um meio de preservar, de fazer chegar aos outros, aquilo que faria do mundo um lugar um pouco mais triste se esquecêssemos. A ideia de escrever a vida, salvando pessoas, encontros, lugares, momentos, segredos e enganos é criar memórias e percepções capazes de perdurar.
Memória, biografia, autoficção, diário, cartas. Essa será uma oficina voltada para os textos do “eu”, mas também para as vidas das outras pessoas, para o tempo e aquilo que acreditamos valer a pena preservar. Neste módulo, vamos mergulhar no império das emoções, numa tentativa de compreender como os sentimentos podem tocar tanto o conteúdo do texto como a forma como o escrevemos. Da tristeza à alegria, da indiferença à paixão, estes serão alguns de nossos caminhos.
Informações
16 encontros com 1h30 de duração
Às Quintas 19h30 - Via zoom (ao vivo)
Conceitos técnicos, produção textual abordada completamente no encontro.
Fórum de debate sobre os textos dos participantes
Início 06 de Agosto
Encontros teóricos: no império das emoções
— A tristeza
— A alegria
— O ódio
— O amor
— A indiferença
— A benevolência
Cada encontro de teoria é intercalado com um de leitura das produções textuais dos participantes.
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